“Nunca consegui ser uma pessoa sem vergonha alguma. Uma pessoa que mostra cem por cento de si, nunca consegui ser um livro aberto. Sempre tive medo, e quando eu disse que era um livro aberto, colei páginas que eu não queria que fossem lidas e relidas. Não queria que me martirizassem, pois me arrependo de boa parte do que fiz e do que deixei fazer. Uma vez disseram-me que não havia olhos vermelhos no canto de meu guarda-roupa, e nem pequenos monstros de mãos menores ainda embaixo da minha cama. E eu não gostei de saber que via coisas inexistentes, e guardei tudo o que passei a ver, pra mim. Se vejo amor em tudo, ninguém sabe, não dou a liberdade pra ninguém de dizer se o que vejo é certo, errado ou fantasioso. Se sinto saudade, não conto, e sim minto. Digo que já não sinto nada pra ninguém julgar mais nada que venha de mim. Passei a me fazer mais arrogante do que realmente sou, mais ignorante, passei a transparecer uma pessoa fechada em um mundo próprio. Poucos são os que sabem que eu crio pontes entre mundos. Viajo na penumbra sobre todos os mundos possíveis, e me resguardo no meu, novamente, para nenhum individuo desconfiar de minhas viagens proibidas por lei. Pela minha lei. Nunca consegui ser cem por cento para todos porque nunca aceitei um terço de mim.”

Eduarda Cadaval (via casinoboulevard)




Você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar ao lado dessa pessoa, ouvindo ela respirar quietinha enquanto dorme, linda. Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias.

“Pode passar horas, dias, meses, anos que eu sempre vou me encantar com o seu sorriso, seja ele por foto ou pessoalmente. Sempre vou perder o chão quando te ver. Sempre ficarei surpresa com pequenas frases do tipo ” sinto sua falta”,”preciso de você”. Pode não ser hoje ou amanha, posso conhecer outro alguém, mas será sempre a pessoa que tens meu coração. Aconteça o que acontecer, sempre será você.”

Jully (virando-suaprincesa)


“Vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.”

Ana Jácomo (via thaix)


“Eu não me conheço. E tenho medo de me conhecer. Tenho medo de me esforçar para ver o que há dentro de mim e acabar surpreendendo uma porção de coisas feias, sujas. O que aconteceria, então? O orgulho de ter conseguido chegar perto de meu coração? Ou uma grande humildade, uma humildade de cão faminto, rabo entre as pernas, costelas aparecendo? Não sei, não sei — minha cabeça quase estala quando faço perguntas, meu pensamento escorrega, se desvia, foge para longe, como se ele também tivesse medo da resposta. E talvez nem seja preciso coragem. Talvez seja necessário apenas um breve impulso, como aquele que me fazia mergulhar de repente na água gelada do açude da fazenda. E eu nem era corajoso por fazer isso, apenas tinha as esquecido por um instante de mim, do meu corpo.”

(Caio Fernando Abreu, Limite Branco)





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